Premonições
- Paulo Leite

- 18 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A câmera de vídeo antiga mostra uma gravação familiar feliz, mas a imagem treme, e o som falha, assim como a realidade da protagonista. Linda Hanson acorda em uma quinta-feira e descobre que seu marido, Jim, morreu em um acidente de carro na terça-feira anterior. Mas, ela acorda no dia seguinte e Jim está vivo, ao seu lado. Ela vive seus dias de forma aleatória, sem ordem, pulando do dia do luto para o dia antes do acidente, e vice-versa. A casa dela não está assombrada por fantasmas, mas por uma ordem temporal que se desfez, forçando-a a montar o quebra-cabeça de sua própria tragédia.
Este filme é um suspense dramático que brinca com a nossa percepção de tempo. A história nos coloca diretamente na confusão e desespero de Linda, que precisa descobrir não apenas como e por que o marido vai morrer, mas também qual é o significado de cada dia que lhe foi dado. O mistério não é quem fez, mas quando as coisas acontecem e como elas se conectam.
O diretor usa a câmera para aumentar o pânico da personagem. Acompanha Linda em sua confusão, com a fotografia trocando a luz suave dos dias felizes para a escuridão pesada dos momentos de luto. A atuação de Sandra Bullock é muito importante para nos fazer sentir o desespero e a força da personagem enquanto ela tenta desesperadamente salvar seu casamento e seu marido, vivendo o mesmo ciclo de dor e esperança. É um filme que fala sobre a importância de valorizar cada momento e sobre o poder de uma premonição, seja ela um aviso ou apenas uma lembrança muito forte.
Se você gosta de suspenses psicológicos que misturam um bom mistério com muita carga emocional, e que te fazem tentar adivinhar o próximo passo da trama, esta é uma ótima pedida. É uma história tensa que prova que o maior terror pode ser saber o futuro e se sentir impotente para mudá-lo.



