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John Carter

  • Foto do escritor: Paulo Leite
    Paulo Leite
  • 26 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


Poeira vermelha, um céu com luas enormes e criaturas com quatro braços. Esse é Barsoom (Marte), o planeta para onde John Carter, um veterano da Guerra Civil dos Estados Unidos, é levado de forma misteriosa. Antes um homem comum na Terra, ele descobre que, por causa da gravidade mais fraca de Marte, tem uma força muito maior e consegue dar saltos gigantes. Em uma arena circular, ele precisa lutar pela própria vida contra os Tharks, os habitantes verdes e altos do planeta. Esse é o começo de uma grande aventura que mistura ficção científica com clima de faroeste.


John Carter é uma aventura ousada, inspirada em histórias que ajudaram a criar a ficção científica como a conhecemos hoje. O filme acompanha Carter, um homem cansado de batalhas, que não quer ser herói. Mesmo assim, ele acaba se envolvendo com a princesa Dejah Thoris e com o destino de Barsoom, um planeta que precisa de ajuda. Aos poucos, ele aprende que vale a pena lutar por algo maior do que ele mesmo.


O diretor Andrew Stanton, que veio da Pixar, aposta em uma visão ampla e cheia de detalhes. O visual é um dos pontos mais fortes do filme. Marte aparece como um planeta seco, cheio de cidades flutuantes, criaturas diferentes e grandes batalhas. As cores vermelhas e alaranjadas ajudam a dar vida ao cenário. As cenas de ação, com Carter pulando grandes distâncias e enfrentando inimigos, são bem feitas e passam a sensação de força. A música acompanha esse clima de aventura e deixa tudo ainda mais emocionante. No fim das contas, o que mais toca é ver Carter encontrar, em outro planeta, um motivo para continuar vivendo.


Se você gosta de histórias grandes, com muito visual e a sensação de estar em outro mundo, vale dar uma chance a esse filme. É uma homenagem divertida às histórias antigas de ficção científica e mostra que, às vezes, encontrar um propósito pode acontecer bem longe de casa.

Tela Cheia. Descubra boas histórias. 2025 por Paulo Leite

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