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Não olhe para cima

  • Foto do escritor: Paulo Leite
    Paulo Leite
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


O telefone toca no meio da noite com uma notícia que deveria mudar tudo: um cometa enorme está vindo direto em direção à Terra. O cientista Randall Mindy, nervoso, e a estudante Kate Dibiasky, indignada, tentam avisar a Presidente dos Estados Unidos. Mas, em vez de urgência, eles encontram piadas na internet, falta de interesse e mais preocupação com eleições e popularidade. Enquanto o cometa se aproxima, fica claro que o maior problema não é só o espaço, mas a forma como as pessoas escolhem ignorar o que está acontecendo.


Não Olhe Para Cima é uma comédia cheia de ironia e indignação. O diretor usa o fim do mundo como metáfora para mostrar os erros da sociedade atual. A história acompanha dois cientistas tentando dizer a verdade em um mundo que prefere likes, manchetes vazias e discursos convenientes a encarar a realidade.


A direção é rápida e caótica, com cortes constantes, imagens na tela e piadas visuais que lembram o ritmo das redes sociais e dos noticiários. O elenco é grande e atua de forma exagerada de propósito, reforçando o tom de crítica. O filme não tenta ser delicado: ele deixa claro que estamos distraídos, focados no que dá audiência, enquanto problemas reais crescem diante dos nossos olhos. Mesmo sendo engraçado, o desconforto permanece até o final, deixando uma sensação amarga sobre as escolhas que fazemos como sociedade.


Este é um filme que diverte e incomoda ao mesmo tempo. Ele usa o riso para apontar falhas que preferimos não ver. No fim, a ideia que fica é simples e dura: muitas vezes, o maior perigo não vem do céu, mas da nossa decisão de não olhar para a frente.

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