top of page

Aniquilação

  • Foto do escritor: Paulo Leite
    Paulo Leite
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


Uma parede de luz brilhante, parecida com uma enorme bolha, avança devagar pela costa dos Estados Unidos. Ninguém que entra nessa área, chamada de Cintilante, volta da mesma forma... quando volta. Lena, uma bióloga com passado no exército, entra em uma missão com um grupo formado só por mulheres. O objetivo é entender o que existe ali dentro e descobrir o que aconteceu com seu marido, o único que retornou vivo de uma expedição anterior. Essa barreira luminosa não é apenas um limite no mapa; é um lugar onde tudo começa a mudar, inclusive as pessoas.


Aniquilação não é um filme de ficção científica fácil de entender. A história leva o espectador para um espaço onde as regras da natureza parecem não existir mais. Conforme o grupo avança, a vida se mistura de formas estranhas e inquietantes: plantas que brilham como vidro, animais que parecem feitos de partes diferentes e criaturas que não deveriam existir. O diretor Alex Garland aposta mais no medo que cresce aos poucos do que em sustos rápidos, criando uma sensação constante de desconforto.


O visual do filme chama muita atenção. As cores são fortes e bonitas, mas sempre passam a ideia de perigo. Mesmo em áreas abertas, a câmera faz tudo parecer fechado e sufocante. O som e a música ajudam a criar tensão, alternando entre silêncio e ruídos altos e distorcidos. O momento final é estranho, marcante e difícil de esquecer. No fundo, o filme fala sobre destruição interior, sobre escolhas ruins e sobre o que acontece quando somos obrigados a encarar quem realmente somos.


Este não é um filme feito para confortar. Essa ficção científica com terror psicológico provoca, inquieta e deixa perguntas no ar. É uma experiência intensa, que usa o estranho para falar de sentimentos humanos e convida o espectador a olhar para dentro, mesmo quando isso causa medo.

Tela Cheia. Descubra boas histórias. 2025 por Paulo Leite

bottom of page