Projeto X
- Paulo Leite

- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A filmagem começa tremida, feita com a câmera na mão de um adolescente empolgado. A ideia é simples: dar uma festa inesquecível. Thomas é um garoto tímido, quase invisível na escola, e quer viver um momento só dele. Ele convence os amigos a usarem sua casa, que ficará vazia por um fim de semana. O que começa como um comentário inocente nas redes sociais cresce rápido demais e foge do controle. Em pouco tempo, milhares de pessoas tomam conta do bairro. O carro do pai de Thomas dentro da piscina vira o retrato perfeito do caos criado por uma decisão sem pensar.
Projeto X é uma comédia feita só de energia, bagunça e exagero, gravada no estilo de imagens encontradas, como se tudo fosse real. A história funciona como um aviso moderno sobre o poder da internet: uma ideia pequena pode virar algo gigante em poucas horas. A festa cresce sem parar, passando de confusão leve para um desastre completo, com polícia, incêndios e helicópteros.
A direção aposta em ritmo acelerado e câmera sempre em movimento, fazendo o espectador se sentir no meio da multidão, cercado por música alta, suor e gritos. Não há pausa para reflexão, tudo acontece rápido demais. O visual é escuro, iluminado por luzes coloridas, celulares e pelo fogo que aparece no fim. A música não para em nenhum momento e empurra a história para frente. O que fica é a sensação de liberdade sem limites, misturada com a falta de cuidado típica da juventude, mesmo quando o preço é alto.
Este não é um filme para pensar muito, mas para sentir. Ele mostra, de forma exagerada e divertida, como uma noite pode sair completamente do controle. No fim, fica a ideia de que algumas festas são tão intensas que o único jeito de provar que aconteceram é olhando para o rastro de destruição que deixaram para trás.



