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Zoológico das Emoções

  • Foto do escritor: Paulo Leite
    Paulo Leite
  • 6 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

poster da sessão especial zoológico das emoções

Um tigre faminto encarando uma família, coelhos policiais desafiando rinocerontes, uma cantora-porco dividida entre a vida doméstica e os palcos, e até um zoológico inteiro servindo de refúgio durante a guerra. Em cada uma dessas imagens, os animais — reais ou animados — carregam mais do que presenças exóticas: eles simbolizam esperança, superação e o instinto de sobrevivência que também é humano.





Em “Compramos um Zoológico” (Cameron Crowe), a leveza se mistura com dor: a decisão de reconstruir a vida em um lugar improvável ganha força justamente porque os animais espelham o luto e a coragem de seguir em frente. O filme é simples, doce e inspirador, funcionando como um drama familiar de aquecer o coração.





Já em “O Zoológico de Varsóvia” (Niki Caro), o mesmo espaço ganha um peso histórico. Aqui, as jaulas e corredores se tornam esconderijo e resistência diante da brutalidade nazista. O contraste entre a delicadeza dos animais e a violência humana transforma o longa em um drama poderoso e doloroso, que fala de compaixão em meio ao horror.





Com “Zootopia: Essa Cidade é o Bicho” (Rich Moore e Byron Howard), entramos numa metrópole vibrante e colorida. O coelho Judy Hopps e a raposa Nick Wilde guiam uma aventura policial que é também uma reflexão sobre preconceito e convivência social. É uma animação que diverte, mas também cutuca, equilibrando humor e crítica com talento.





Por fim, “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” (Garth Jennings) aposta na música como linguagem universal. Um elenco de animais artistas, cada um com suas inseguranças, transforma a tela em um espetáculo animado e alegre. O brilho está nos números musicais e na mensagem de acreditar no próprio sonho.




Esses quatro filmes provam que os animais no cinema são mais do que coadjuvantes: eles ampliam nossas emoções, nos confrontam com nossos limites e nos lembram que, no fundo, toda história de bicho fala também sobre gente. Vale a pena mergulhar nesse zoológico de emoções.

Tela Cheia. Descubra boas histórias. 2025 por Paulo Leite

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