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A Menina que roubava livros

  • Foto do escritor: Paulo Leite
    Paulo Leite
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

poster do filme a menina que roubava livros

A primeira imagem que nos acompanha é o branco, frio e onipresente da neve e, no meio dela, a Morte. A Morte é quem narra a história, e ela está ocupada demais na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. É ela quem nos apresenta Liesel Meminger, uma garota que mal sabe ler, mas que descobre o poder das palavras em um mundo que está sendo destruído por elas. O primeiro livro roubado, o Manual do Coveiro, apanhado no cemitério, é o início de um refúgio improvável contra o horror que se aproxima.


Este é um drama histórico com um toque de fábula, contado a partir de um ponto de vista único. A história acompanha Liesel sendo adotada por uma família na pequena cidade de Molching, que logo esconde um jovem judeu no porão. Enquanto o mundo lá fora se torna cada vez mais perigoso, Liesel usa os livros, roubados ou ganhos, para criar um mundo de fantasia e esperança para ela e para o rapaz no porão.


O diretor Brian Percival comanda a emoção com delicadeza. A direção foca na intimidade das relações familiares, mostrando o amor bruto do pai adotivo e a força da mãe. A fotografia usa cores suaves e tons pastéis que dão à cidade uma aparência calorosa, o que torna a eventual chegada da guerra e do inverno ainda mais chocante e triste. A trilha sonora, suave e melancólica, aumenta a sensação de que algo belo está tentando sobreviver em meio à destruição. É um filme que fala sobre o poder da empatia, da imaginação e sobre como a leitura pode ser o maior ato de resistência.


A Menina que Roubava Livros é um Drama de Guerra. Uma história emocionante e humana sobre a força do espírito em tempos sombrios.

Tela Cheia. Descubra boas histórias. 2025 por Paulo Leite

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